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Navegador Ladybird avança na integração de Rust, mantendo C++

Navegador Ladybird avança na integração de Rust, mantendo C++

O navegador independente Ladybird incorpora Rust em seu motor JavaScript, mas continua com C++ como foco principal.

Usualmente observamos navegadores baseados em Chromium ou Firefox, e muitos usuários se cansam da situação de duopolio que isso gera.
Ladybird surge como uma alternativa fresca, sendo um navegador verdadeiramente independente com seu próprio motor construído do zero.

Embora o desenvolvimento esteja em pleno andamento, ainda não há uma versão oficial; a primeira versão alpha está prevista para 2026 nas plataformas Linux e macOS.
Os desenvolvedores anunciaram que estão introduzindo componentes em Rust.

O que está acontecendo?

Por algum tempo, a equipe tem buscado uma linguagem de segurança de memória para eventualmente substituir o C++.
O Swift foi considerado, mas sua interoperabilidade limitada com C++ e suporte de plataforma fora do ecossistema da Apple descartaram-na.
O Rust foi avaliado e rejeitado em 2024, pois não se integrava bem à programação orientada a objetos estilo C++ que a plataforma web depende intensamente. Após mais um ano de pesquisa, o desenvolvedor principal Andreas Kling decidiu agir com pragmatismo.
O fato de Firefox e Chromium já estarem introduzindo Rust em seus códigos reforçou a decisão.

Como foi feito?

Andreas iniciou com LibJS, o motor JavaScript de Ladybird, pois suas partes principais estão isoladas do restante do código e já contam com cobertura de testes robusta.
Em vez de escrever código Rust do zero, ele usou Claude Code e Codex para facilitar a tradução.
Ele deixou claro que a supervisão humana estava envolvida; cada decisão sobre o que portar, em que ordem e como estruturar o código Rust era sua. Após a execução, diversas revisões foram realizadas, comparando diferentes modelos para detectar erros.

Duas semanas depois, o port estava concluído: cerca de 25.000 linhas de Rust, trabalho que teria exigido vários meses se feito manualmente. Os resultados foram satisfatórios: superou 52.000 testes e cerca de 12.000 testes de regressão do Ladybird sem falhas nem perda de performance em benchmarks de JavaScript.

Além das suítes de teste, foi realizada extensa verificação navegando na web em modo lockstep onde os pipelines C++ e Rust rodam simultaneamente, verificando que a saída é idêntica para todo JavaScript.

Rust não está assumindo o foco principal do projeto. C++ permanece central e o trabalho de porting em Rust é um esforço lento, de longo prazo paralelo. Os dois coexistirão com limites bem definidos.

Contribuidores interessados em ajudar com o port são solicitados a coordenar primeiro com a equipe central antes de se envolver.

O anúncio no blog oferece mais informações.

Via itsfoss.com. Você pode conferir o post original em inglês:

Ladybird Web Browser Rustification

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