A nova versão Agama 21 foi lançada com um conjunto robusto de aprimoramentos que afetam a experiência de instalação do openSUSE e de outras distribuições suportadas. As alterações abrangem a seleção de ambientes de área de trabalho, gerenciamento de rede, suporte a volumes LVM existentes, opções de bootloader e configurações de NTP, além de ajustes de segurança e da linha de comando.
Destaques da interface gráfica
Seleção de desktops mais clara
A tela principal do instalador agora exibe de forma destacada a escolha do ambiente de área de trabalho, evitando que o usuário conclua a instalação sem interface gráfica. O formulário de padrões foi reformulado para ser mais consistente com o restante da interface Agama, e um alerta de confirmação avisa quando nenhuma área de trabalho foi selecionada (por exemplo, em openSUSE Tumbleweed, Slowroll ou Leap 16.1).
Gerenciamento de rede redesenhado
O painel web de configuração de rede recebeu um novo layout que permite criar e editar conexões de forma mais intuitiva. Além das opções tradicionais de Ethernet e Wi‑Fi, já é possível configurar bonding e bridge diretamente pela UI, sem precisar editar arquivos JSON. O suporte a VLAN está previsto para a próxima versão da interface.
Integração avançada com LVM
Usuários que já possuíam grupos de volumes LVM podem reutilizá‑los durante a instalação. O formato de configuração JSON foi ampliado para:
- Expandir grupos de volumes com novos dispositivos físicos.
- Montar, formatar e redimensionar volumes lógicos existentes.
- Criar volumes finos em pools já existentes.
A interface web permite selecionar um grupo de volumes já existente como destino da instalação e definir o destino de novos volumes lógicos, replicando as opções disponíveis para partições convencionais.
Suporte a Systemd‑boot e outras opções de bootloader
Até agora o Agama instalava Grub2 como bootloader padrão. A partir da versão 21, cada “produto” (distribuição) pode declarar o bootloader a ser usado em sistemas EFI: Grub2, Systemd‑boot ou openSUSE Grub2‑BLS. Quando o Systemd‑boot ou Grub2‑BLS são escolhidos, o instalador segue a UAPI Boot Loader Specification.
Para distribuições que ainda dependem do Grub2 (por exemplo, versões beta do openSUSE Leap 16.1 e SUSE Enterprise Linux Server 16.1), é possível forçar o uso do Systemd‑boot com o parâmetro de boot inst.systemd_boot_preview=1.
Configurações de NTP e sincronização de horário
O Agama agora aceita a definição explícita de servidores NTP via JSON e converte automaticamente a seção ntp-client de perfis AutoYaST. A nova aba System na interface web reúne configuração de hostname e fontes NTP.
Para instalações que exigem conexão segura já no início do boot, o mídia de instalação aceita o argumento de boot rd.ntp, que aplica as fontes NTP antes da montagem dos sistemas de arquivos. As configurações são persistidas no sistema instalado.
Segurança e controle de acesso remoto
Por padrão, o instalador permite controle remoto via rede. Agora é possível desabilitar esse recurso com o parâmetro inst.remote=0, limitando o acesso ao instalador apenas à máquina local.
Melhorias nas ferramentas de linha de comando
A CLI do Agama recebeu ajustes que facilitam o monitoramento do estado da instalação, tornando-a mais útil para automação, depuração e integração em pipelines de CI/CD.
Próximos passos
Com as versões 20 e 21 entregando um volume considerável de recursos, a equipe planeja focar nos próximos lançamentos em estabilização e polimento. A versão Agama 22 está prevista para o próximo mês, trazendo novas funcionalidades e refinamentos.
Feedbacks e contribuições podem ser enviados pela lista de discussão do YaST Development, pelo canal #yast no Libera.chat ou diretamente no repositório do projeto no GitHub.