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Ubuntu muda para Dracut com 25.10: o que isso significa para você?

Ubuntu muda para Dracut com 25.10: o que isso significa para você?

O Ubuntu substitui initramfs-tools por Dracut para um processo de inicialização mais rápido.

Está a poucas semanas do lançamento do Ubuntu 25.10, a segunda versão intermediária do ano. Entre as novidades estão a inclusão do kernel Linux 6.17, dois novos aplicativos padrão e a remoção do X11 em favor do Wayland.

No entanto, a principal mudança é a substituição do gerador padrão de initramfs, que passa do tradicional initramfs-tools para o Dracut.

Por que o Dracut é a escolha do Ubuntu para o Initramfs?

O initramfs-tools tem sido utilizado no Ubuntu por décadas, baseado fortemente em scripts shell. Embora confiável, pode ser mais difícil de manter e expandir. O Dracut adota uma abordagem modular, que simplifica atualizações e oferece melhor suporte a hardware moderno.

No Ubuntu 25.10, novas instalações gerarão automaticamente o sistema de arquivos RAM inicial (initramfs) com o Dracut. Usuários existentes podem continuar utilizando o initramfs-tools, mas a experiência padrão agora se beneficia da modularidade e da facilidade de manutenção do Dracut.

A decisão de mudança está ligada ao foco em suporte ativo da comunidade, arquitetura modular e integração com o systemd. A expectativa é reduzir a complexidade de inicialização, melhorar a manutenção e oferecer uma experiência mais consistente entre diferentes máquinas.

O Dracut oferece suporte a dispositivos de armazenamento modernos, sistemas de arquivos criptografados e configurações avançadas como NVMe over Fabrics. Sua arquitetura modular garante que apenas os drivers e ferramentas necessários sejam incluídos no initramfs, otimizando o processo de inicialização.

Para a maioria dos usuários, a mudança será imperceptível. O comportamento de boot permanece semelhante, e até mesmo configurações avançadas, como ZFS criptografado, já possuem suporte.

Essa mudança estratégica também serve como preparação para o Ubuntu 26.04 LTS, permitindo que desenvolvedores coletem feedback real e resolvam eventuais problemas antes da próxima versão LTS.

Com isso, o Ubuntu se alinha a distribuições como Fedora e Red Hat Enterprise Linux, que já utilizam o Dracut há anos para inicializações mais rápidas, modulares e integradas ao systemd.

Via itsfoss.com. Você pode conferir o post original em inglês:

Ubuntu Switches to Dracut With 25.10: What Does It Mean for You?

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