Este é o terceiro cliente não oficial para Linux já apresentado, juntando-se ao High Tide e ao cliente baseado em Electron Tidal-Hifi.
Essas alternativas existem porque a TIDAL não oferece um aplicativo oficial para Linux, restando aos usuários apenas o player web. Embora funcional, o uso via navegador exige manter uma aba aberta e impede o acesso a recursos do sistema, como controles de mídia globais e atalhos de teclado.
Felizmente, a TIDAL disponibiliza uma API robusta, o que permite o surgimento de aplicativos de código aberto que utilizam o serviço de forma tecnicamente oficial — ainda que não reconhecida como aplicativo oficial.
Tonearm para TIDAL

De acordo com a descrição no Flathub:
“Com o Tonearm é possível reproduzir faixas na mais alta qualidade, explorar novas músicas por meio de mixes de descoberta ou da aba de exploração, além de ouvir faixas já presentes na coleção — exatamente como esperado de um aplicativo oficial.”
Assim como o High Tide, a autenticação ocorre diretamente pela TIDAL. O aplicativo não solicita credenciais sensíveis. Ao selecionar “sign in”, é exibido um QR Code ou link que direciona ao site da TIDAL para login e autorização.
A reprodução em segundo plano é suportada, evitando que a música seja interrompida ao fechar a janela — um detalhe relevante considerando o modelo de permissões do Flatpak. A integração MPRIS garante notificações de faixa, informações da música em reprodução e controle por teclas de mídia.
Também há suporte a recursos do TIDAL, como playlists e mixes personalizados, criação de playlists, busca geral, navegação por categorias, favoritos, biografias de artistas, entre outros.
Links da TIDAL (por exemplo, https://tidal.com/album/458764622/u) podem ser abertos diretamente no aplicativo. Além disso, qualquer seção — como uma página de artista ou playlist específica — pode ser definida como página inicial do aplicativo.
Dica: usuários de Last.fm ou Libre.fm podem utilizar o Turntable, que realiza scrobbling de faixas a partir de qualquer player compatível com MPRIS.
Versão beta: funcional, mas não perfeita

O Tonearm cobre bem as funcionalidades básicas, mas ainda se encontra em estágio beta. Algumas diferenças e limitações em relação ao High Tide podem ser observadas, e é esperado que sejam ajustadas ao longo do desenvolvimento.
Atualmente, o aplicativo não é responsivo. A interface não se adapta bem a larguras reduzidas, o que pode ser um inconveniente para quem utiliza janelas lado a lado.
As letras das músicas podem ser exibidas e, quando disponíveis, contam com rolagem automática e destaque da linha atual, além de suporte a clique para navegação. No entanto, a área de visualização não acompanha corretamente o texto, fazendo com que o trecho destacado saia rapidamente da tela.

As faixas são sempre reproduzidas na maior qualidade disponível. Caso o formato Max (até 24 bits / 192 kHz) esteja acessível, ele será utilizado automaticamente. Diferente do High Tide, não há opção para limitar a qualidade — o que pode ser relevante para conexões instáveis ou com franquia de dados.
Por fim, não há suporte para capas animadas. Poucas faixas utilizam esse recurso, portanto a ausência não é crítica, embora o High Tide ofereça essa possibilidade.