O Kew é um player de áudio projetado exclusivamente para ambiente de terminal, desenvolvido em Rust e voltado para usuários que valorizam simplicidade, desempenho e baixo consumo de recursos. Diferentemente de ferramentas consolidadas como cmus ou mpv --no-video, o Kew prioriza uma experiência auditiva pura, sem camadas desnecessárias de interface — ideal para servidores headless, máquinas antigas ou workflows baseados em teclado.
Seu nome é uma referência ao termo kew, gíria britânica antiga para “excelente” — uma escolha proposital que reflete sua proposta: ser excelente por ser simples.
Principais funcionalidades e suporte de formatos

O Kew suporta nativamente uma variedade de formatos de áudio sem necessidade de configuração adicional:
- FLAC (com metadados e cobertura de álbum)
- MP3 (incluindo ID3v2)
- Opus (via libopusfile)
- OGG Vorbis
- WAV e AIFF
Além disso, oferece controles intuitivos via teclado, reprodução em fila, busca por título/artista/álbum e navegação por diretórios — tudo dentro do terminal, sem dependências gráficas.
A interface é limpa e responsiva, com destaque visual para informações essenciais: nome da faixa, artista, duração e estado de reprodução (play/pause).
Como instalar o Kew no Linux
O Kew está disponível em diversos repositórios oficiais — o que facilita sua instalação em distribuições populares.
Ubuntu e derivados (22.04+)
sudo apt update && sudo apt install kew
Fedora (38+)
sudo dnf install kew
Arch Linux e derivados
Está presente no repositório oficial:
sudo pacman -S kew
Como usar: comandos básicos e atalhos
Após a instalação, inicie o Kew com:
kew
Ele abre automaticamente na pasta atual, listando arquivos de áudio disponíveis. Alguns atalhos essenciais:
Espaço: alternar entre play/pausej/k: navegar para cima/abaixo na listal: avançar para próxima faixah: voltar para faixa anterior/: buscar por título, artista ou álbumq: sair
Para carregar uma pasta específica ao iniciar:
kew /caminho/para/minhas/músicas
Por que escolher Kew em vez de alternativas?
Enquanto cmus oferece maior personalização e mpv traz versatilidade multimídia, o Kew se destaca por sua especialização: ele não tenta ser tudo para todos. Sua arquitetura focada em áudio puro resulta em inicialização quase instantânea, uso mínimo de memória (abaixo de 5 MB em média) e zero dependências de bibliotecas multimídia pesadas.
Além disso, o projeto mantém atualizações frequentes, documentação clara e respostas rápidas nas issues do GitHub — um diferencial importante para comunidades Linux brasileiras que buscam soluções estáveis e bem mantidas.
Contribuições e desenvolvimento aberto
Desenvolvido ativamente por ravachol, o Kew é totalmente open source sob licença MIT. O código-fonte está hospedado no GitHub, onde são aceitas contribuições de tradução, correções de bugs e sugestões de novos recursos — inclusive melhorias na internacionalização, com potencial para suporte nativo ao Português do Brasil no futuro.
A comunidade já iniciou discussões sobre integração com serviços como Last.fm e suporte a playlists M3U, indicando um roadmap promissor para os próximos ciclos de lançamento.
Conclusão: um player terminal que honra a filosofia Unix
O Kew representa uma evolução sutil, mas significativa, na categoria de players de áudio para terminal. Ele não busca substituir ferramentas consolidadas, mas sim preencher uma lacuna: oferecer uma experiência auditiva impecável, com design intencional e desempenho imbatível — tudo dentro dos princípios Unix de "fazer uma coisa bem-feita".